A África unificada, no universo de "Hominids", representa um paradoxo complexo. Desde os primórdios dos tempos, a África foi o berço da humanidade e, mais tarde, tornou-se o centro de um império global dominado pela Dinastia Dourada, um império que impôs seu domínio tecnológico e cultural sobre outras nações. Este domínio se estende desde os primeiros hominídeos até a era moderna, onde as cidades africanas se tornaram o epicentro de avanços tecnológicos e culturais.
As cidades da África unificada, como Neolumen, Simia Primeva, Invenatrium e Zafarika, são exemplos de centros onde diferentes espécies de hominídeos convivem e celebram suas tradições únicas. No entanto, apesar dessa aparente harmonia, a realidade é marcada por rígidas políticas de imigração e uma ênfase na pureza das espécies. Mestiços, resultantes da mistura entre espécies diferentes, como a união entre sapiens e neandertais, são amplamente repudiados, especialmente na África, simbolizando as tensões sociais e culturais profundas que permeiam este mundo.
A visão idílica da África unificada como um exemplo de cooperação e diversidade é, portanto, uma faceta de uma realidade mais complexa e sombria. Sob a superfície dessa harmonia, há um regime que favorece a pureza das espécies e mantém um controle rígido sobre suas fronteiras, refletindo uma política de exclusão e superioridade. Essa dinâmica coloca os mestiços em uma posição de inferioridade e evidencia as divisões profundas dentro da sociedade de Hominids.

Enquanto a África unificada é celebrada por uns como um farol de esperança e harmonia, para outros, ela é um símbolo de opressão e controle. As nações que não se alinham com o império africano enfrentam sanções comerciais severas ou, em casos extremos, intervenções bélicas. Esta realidade contraditória é um reflexo da complexidade e dos desafios enfrentados pelas diversas espécies de hominídeos em um mundo onde a unidade é frequentemente imposta pela força e a dominação cultural.
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